Baixa produção nas fábricas e pandemia freiam vendas nas concessionárias


Em Mato Grosso foram comercializados 7.042 veículos em fevereiro, uma redução de 9,35% com relação a janeiro, quando foram contabilizados 7.768 emplacamentos. Os dados são da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) e consideram todos os segmentos automotivos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros). Proprietários e gestores de concessionárias temem o atual momento, pois o número de casos da Covid-19 está crescendo novamente e as fábricas sem prazo para atender a demanda que já vem tendo reduções anualmente.

O diretor geral da Fenabrave Regional Mato Grosso e concessionário da Mitsubishi/Tauro Motors, Paulo Boscolo, lembra que tivemos um fevereiro atípico - sem o feriado de Carnaval - com o mesmo número de dias úteis comparado a janeiro. "Mesmo assim, os números surpreenderam, com forte crescimento em automóveis, ao contrário do resto do Brasil. Os números nacionais foram mais impactados que os nossos, em função do impacto das restrições, da pandemia e, especialmente, pelo incremento de ICMS nos seminovos".


Carlos Bagestan, do Grupo Vianorte, com lojas localizadas no norte do estado, avalia que este é um dos piores cenários enfrentados. “Fornecedores sem prazos, clientes estressados, volumes em queda, políticas equívocas, enfim, vários fatores impactam”, disse. Diante do atual cenário fica difícil fazer uma estimativa para os próximos meses. Ainda mais que fevereiro foi de queda em relação a janeiro. Todos os segmentos citam demanda reprimida. No segmento de automóveis e comerciais leves o aumento foi de 11,14%. Em fevereiro foram vendidos 3.831 veículos. Já no mês anterior teve 3.447 vendas. O diretor do Grupo Saga, Edson Maia, cita que a falta de matéria-prima nas fábricas continua a impactar nas concessionárias e a retração nas vendas é reflexo direto disso. Ou seja, as vendas poderiam estar mais aquecidas. No segmento de caminhões, o registro é de queda de 25,3%. Os emplacamentos foram realizados em 248 unidades. Em janeiro foram comercializados 332 caminhões. As vendas de motos também despencaram, passando de 3.080 em janeiro para 1.922 em fevereiro, uma queda de 37,6%. “Em função do cenário de pandemia com muitos casos da Covid-19 em Manaus, a fábrica parou no dia 15 de janeiro e só retornou em meados de fevereiro. Consequentemente, a falta de produtos se agravou ainda mais”, comentou Ronan Alves, diretor da Honda Mônaco. Agronegócio impulsiona dois segmentos

Antônio Menegassi, da Noma CMT, comenta que para o implemento rodoviário houve aumento de 74% com relação ao ano passado, refletindo primeiro a demanda reprimida do setor e depois os ótimos resultados da agricultura e a expectativa de safra recorde. No segmento de linha amarela, que abrange máquinas como as utilizadas nas movimentações de calcário e fertilizantes usados na atividade agrícola, manutenção de estradas vicinais, movimentação de cascalho, entre outras, houve bom resultado em janeiro e fevereiro. Porém, de acordo com Manfredo Silva, gerente comercial da Sotreq, os dados positivos nas vendas resultam de negociações realizadas no segundo semestre de 2020. “A falta de componentes eletrônicos, pneus e aço vem provocando alterações constantes nos prazos de entregas e que não vemos sinal de melhora a curto prazo. As vendas continuam aquecidas e, mesmo com um prazo de entrega muito dilatado e alta nos preços, percebemos um apetite muito grande no consumidor, entretanto o que falta realmente é o produto”, pontua.



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